Faixa Etária: 16 anos
Conteúdo: Violência
Gênero: Terror/Horror
Irmã Dulce, todos os alunos naquele colégio cristão tinham certo receio de se aproximar dela, tinham medo, pois sua personalidade ora demonstrava uma pessoa doce e gentil ora mostrava uma mulher sombria e agressiva. Corriam diversos boatos macabros referentes à irmã Dulce, a maioria acontecia de madrugada depois das duas horas. Dizem que ela sai do seu quarto depois desse horário para torturar as galinhas e porcos criados no colégio, desorganizar as coisas dentro do local, mas o que mais assustava era o boato de que ela sequestrava alunos para usá-los em rituais de magia negra, uns dizem ser um ritual de oferenda para o demônio, e realmente haviam registros de jovens desaparecidos. O fato de acontecer uma inversão de personalidade causava muito espanto nos alunos, principalmente nos novatos escutando as histórias sombrias envolvendo a irmã Dulce pelos corredores.
Um grupo de alunos liderados por Daniel, um jovem de 17 anos estudante do 3º ano, vinha a um bom tempo reunindo-se para discutir a respeito desse assunto, pensavam em como flagrar a irmã fazendo as coisas especuladas e como lidar com essa situação se confirmada. Já tentaram falar com as outras irmãs e diretores do colégio, mas esses ignoraram suas vozes dizendo ser totalmente absurdo e ofensivo o que insinuavam, e por isso estavam focados em provar o que diziam.
- Hoje Alana (outro membro do grupo) e eu vamos ficar acordados e tentaremos observar a irmã e suas ações noturnas. Diz Daniel.
E assim seria feito. Todas as obrigações escolares do dia estavam cumpridas, todos estavam alimentados e exaustos, dirigiram-se para os dormitórios para uma noite de descanso, inclusive a irmã Dulce. Daniel e Alana, que também estavam em seus dormitórios, esperaram e quando o relógio apontava para uma e meia da madrugada eles saíram e foram em direção do quarto da irmã, ficaram escondidos no começo do corredor observando se ela sairia. Já passavam das duas horas e nada aconteceu, eles já iam retornar aos seus quartos quando um enorme estrondo toma conta do local, Daniel que estava afrente ficou pálido e paralisado, depois de ouvir um barulho tão alto e sombrio.
- Que barulho foi esse? Pergunta Daniel que não ouve resposta alguma de Alana. Quando ele olha para trás ela já não estava mais lá. Ele sai em busca dela gritando pelo seu nome.
- ALANA, ALANA, ALANAAAA!
Exclamava preocupado como se previsse algo ruim, quando viu um grupo de alunos e irmãs assustados, que haviam saído de seus quartos por conta do barulho, olhavam fixamente para o outro canto do corredor, quando Daniel se aproximou teve a mesma reação impactante, e também olhava fixamente para o outro lado onde estava Alana, com uma corte profundo em sua garganta, fazendo jorrar um mar de sangue ao seu redor, e na parede a frase “Cuidado com a curiosidade, não queira saber demais” escrita com o sangue assustou ainda mais o jovem Daniel, e num grito repleto de medo ele já imaginava quem podia ter feito isso, e aquelas palavras desenhadas a sangue deixava ainda mais evidente as suas suspeitas. Claro que novamente a voz de Daniel foi ignorada, quando ele naquele momento virou-se para os seus professores, diretor e irmãs e acusou aquilo de ser ato da irmã Dulce, pois ela foi alvo da espionagem da dupla naquela noite. A situação ficou ainda mais agoniante para o jovem quando a irmã Dulce apareceu e também se mostrou impactada com tal cena macabra e lamentava com um mar de lágrimas a morte cruel de Alana, era assustador o quão reais pareciam essas emoções, e foi nesse momento que Daniel jurou a sim mesmo descobrir tudo a respeito daquela mulher e entregá-la aos seus superiores para que houvesse um julgamento justo, mas para isso ele necessita da ajuda de seus amigos também envolvidos com esse mesmo desejo.
A morte de Alana deixou os membros do grupo muito apavorados, fazendo com que muitos desistissem de prosseguir com a investigação, dos 15 envolvidos restantes apenas 3 não desistiram do grupo, os jovens Roni, Amanda e Samuel. Todos são colegas do 3º ano, têm 17 anos e um desejo enorme de honrar a amiga morta e continuar o que ela e Daniel tentavam fazer naquela madrugada, coisas em comum entre todos da equipe.
Todos do colégio e parentes de Alana se reuniram num dia de luto, juntos no velório da jovem. Daniel, Roni, Amanda e Sam estavam bem perto do caixão, lançando pensamentos de promessas sobre o corpo morto de sua amiga, juravam que a morte dela seria um símbolo para a determinação deles. Olharam para trás e lá estava irmã Dulce,
chorando e se lamentando como se não tivesse nada a ver com o que havia acontecido, com a verdade estampada nesses lamentos vinha o pensamento a mente dos jovens de que ou ela sabia o que havia feito e era extremamente fria e falsa ou ela fez inconscientemente, isso eles também queriam descobrir. O velório chega ao seu fim e os jovens se dirigiam para a saída do cemitério quando são abordados pela irmã Dulce.
- Diga-me, por que você fez aquelas acusações contra mim naquela noite? Foi por causa de meros boatos criados por alunos do nosso colégio? Perguntou a irmã para Daniel.
- Pode-se dizer que sim, afinal todo boato têm um fundo de verdade.
- Meu filho, você está louco se pensa que realmente eu faria isso. Sou uma mulher com Deus no coração e jamais cometeria tais atos a quais sou relacionada nos boatos.
- Isso só o tempo poderá dizer irmã. Perdi uma amiga e só me resta agarrar-me nisso para suportar a perda. Também trabalhamos com a hipótese de que você faz as coisas ditas nos boatos de forma inconsciente.
- Se suspeita tanto de mim arme câmeras no meu quarto e me vigie, quem sabe assim você e os outros parem de me incomodar com esses boatos.
- Essa é uma boa ideia. Agradeço a cooperação irmã.
Dito isso eles retornam ao colégio. Daniel junto com seus amigos arranjam câmeras e instalam no quarto da irmã Dulce, e de seus quartos monitoram com seus notebooks. Passaram-se 4 dias e nada de suspeito aconteceu no quarto da irmã, ela sequer saiu do quarto durante a madrugada como mencionado nos boatos. A informação de que eles estavam fazendo isso chegou aos ouvidos do diretor que ordenou que fossem retiradas as câmeras imediatamente e os alunos suspensos. Mesmo abalados com a falha no monitoramento eles não desistem da ideia de vigiar a irmã, e Daniel decidi seguir o mesmo plano das câmeras, mas dessa vez sem que a irmã soubesse que estava sendo monitorada. Eles esperaram a irmã sair do quarto para dar aula e aproveitando que estão suspensos armam novamente as câmeras no dormitório dela.
Ao anoitecer começam o monitoramento, eles ficam horas observando e a irmã Dulce apenas ficava deitada, até que o relógio aponta duas e meia da madrugada e nesse instante a irmã levanta-se e sai do quarto. Imediatamente o grupo articula-se para segui-la, Roni e Daniel vão atrás dela levando uma câmera escondida nos óculos de Roni, enquanto grava o vídeo é carregado automaticamente para a internet, ficando visível a todos, isso porque temiam acontecer algo com eles enquanto espionavam a irmã e não podiam arriscar perder o que descobrissem. Os dois seguiam de certa distância, observando aonde a irmã iria, e ela sai do colégio e anda em direção do terreno de trás do prédio, até abrir uma porta escondida pelas folhas. Ficou cerca de vinte minutos lá dentro até sair e retornar ao colégio. Roni e Daniel saem de onde estavam escondidos e vão verificar do que se trata a porta secreta. Quando a abrem surpreendem-se com o que enxergam, os jovens que foram raptados amarrados em volta de um enorme pentagrama e todos possuíam esse símbolo em seus peitos, várias velas e enormes quantidades de vasilhas de sangue também enxiam o cenário de obscuridade. Roni e Daniel assustados tentam correr, mas se deparam com a figura da irmã Dulce obstruindo a passagem deles, o rosto dela totalmente diferente do que costumam ver no dia a dia, seus olhos totalmente brancos e veias saltadas indicavam que algo muito errado e macabro estava acontecendo com ela. A irmã direciona o braço para os dois e com um impacto no vento lança-os contra a parede para dentro do porão onde os jovens raptados estavam. Eles ficaram totalmente grudados na parede, não conseguiam se mexer, uma força prendia-os ali.
Ao anoitecer começam o monitoramento, eles ficam horas observando e a irmã Dulce apenas ficava deitada, até que o relógio aponta duas e meia da madrugada e nesse instante a irmã levanta-se e sai do quarto. Imediatamente o grupo articula-se para segui-la, Roni e Daniel vão atrás dela levando uma câmera escondida nos óculos de Roni, enquanto grava o vídeo é carregado automaticamente para a internet, ficando visível a todos, isso porque temiam acontecer algo com eles enquanto espionavam a irmã e não podiam arriscar perder o que descobrissem. Os dois seguiam de certa distância, observando aonde a irmã iria, e ela sai do colégio e anda em direção do terreno de trás do prédio, até abrir uma porta escondida pelas folhas. Ficou cerca de vinte minutos lá dentro até sair e retornar ao colégio. Roni e Daniel saem de onde estavam escondidos e vão verificar do que se trata a porta secreta. Quando a abrem surpreendem-se com o que enxergam, os jovens que foram raptados amarrados em volta de um enorme pentagrama e todos possuíam esse símbolo em seus peitos, várias velas e enormes quantidades de vasilhas de sangue também enxiam o cenário de obscuridade. Roni e Daniel assustados tentam correr, mas se deparam com a figura da irmã Dulce obstruindo a passagem deles, o rosto dela totalmente diferente do que costumam ver no dia a dia, seus olhos totalmente brancos e veias saltadas indicavam que algo muito errado e macabro estava acontecendo com ela. A irmã direciona o braço para os dois e com um impacto no vento lança-os contra a parede para dentro do porão onde os jovens raptados estavam. Eles ficaram totalmente grudados na parede, não conseguiam se mexer, uma força prendia-os ali.
- Eu avisei a vocês que não iam querer saber demais. Fala a irmã com uma voz alterada mais forte, num tom macabro e demoníaco.
- Eu sabia... Eu tinha razão sobre você irmã Dulce. Fala esforçadamente Daniel.
- A irmã Dulce não existe mais. E vocês também não vão mais. Após dizer isso as luzes se apagam e a porta do porão se fecha.
Assustados, Amanda e Sam que estão observando tudo do quarto partem em disparada em busca de ajuda. Falam com as irmãs e com o diretor, explicam a situação e mostram o vídeo para que acreditem. O diretor, que um dia fora um renomado padre identificou na hora que se tratava de uma possessão demoníaca e partiu para o local aonde se encontravam a irmã e os garotos em perigo. Arromba a porta e se depara com Daniel e Roni incluídos ao bando de jovens que formavam uma espécie de preparação para um ritual, era tarde demais, pois todos estavam mortos, com suas gargantas cortadas e seu sangue reunindo-se em um só pintando o pentagrama entalhado no chão. O padre gritou para que bloqueassem a passagem desse sangue, enquanto jogava água benta na irmã Dulce que se contorcia e queimava ao entrar em contato. A irmã foi mobilizada e o padre ditou palavras para executar um exorcismo, durou cerca de trinta minutos, com muitos gritos da irmã, mas ele conseguiu tirar a entidade que a possuía.
- Está terminado. Desculpe-me, eu como padre de prestigio que sou me sinto envergonhado por ter deixado passar despercebido um demônio dentro do meu colégio. Lamenta o padre, ofegante pelo trabalho que havia acabado de executar.
- Aquele ritual que a entidade estava fazendo visava invocar mais demônios para que possuíssem os jovens que ali estavam. Por isso pedi para que bloqueassem a passagem do sangue.
- Foi preciso os nosso amigos se sacrificarem para vocês acreditarem em nós. Mas pelo menos conseguimos provar e combater o que nos assombrava e a morte de Alana, Daniel e Roni não foi em vão. Diz Amanda enquanto se derrama em lágrimas.
Na manhã seguinte são velados e homenageados aqueles que combateram e foram mortos pelo demônio. A irmã Dulce ao tomar conhecimento do que fez inconscientemente não aguentou a pressão e acabou suicidando-se. O diretor também não se perdoou por ter tomado conhecimento tarde demais dos acontecimentos e largou seu cargo no colégio, se juntou ao grupo de fiéis da igreja da cidade se sentindo na obrigação de desculpar-se com Deus pelo resto de sua vida. Amanda e Sam terminaram o colegial, foram à faculdade, formaram-se e retornaram para o colégio para serem professores e evitarem cometer os mesmos erros que os seus cometeram um dia. Eles iam todos os dias visitar Daniel, Roni e Alana em seus túmulos para honrar os responsáveis por trazer a tranquilidade de volta aos que sobreviveram, para honrar aqueles que um dia se sacrificaram por eles.
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